Promotores usarão DNA como prova de estupro coletivo na Índia; julgamento começou hoje

Ativistas feministas protestam nesta segunda (21) em frente a tribunal de Nova Déli onde acontece o julgamento
 
Exames de DNA feitos em roupas ensanguentadas e amostras da pele servirão de base para que promotores indianos peçam a condenação dos cinco adultos e um adolescente acusados da morte da estudante Jyoti Singh Pandey, 23, após seu estupro coletivo em um ônibus de Nova Déli, na Índia.
A defesa dos acusados afirmou que o julgamento, que começou nesta segunda-feira (21) na capital Nova Déli, durará "semanas". "Em semanas haverá uma sentença. Esperamos que seja rápida", disse à agência de notícias Efe o advogado K. Anand, que defende um dos réus.
Segundo o procurador Dayan Krishnan "foi apresentada a ata de acusação ao juiz e os debates começarão no dia 24 de janeiro".
Os promotores apresentarão também registros de telefonemas celulares, um depoimento da vítima e de um amigo dela, relatando a violência que ocorreu na noite do dia 16 de dezembro passado. Jyoti morreu dias depois de prestar depoimento em um hospital de Cingapura, por causa das graves lesões sofridas no ataque.
Os cinco homens, que têm entre 19 e 35 anos, são acusados de homicídio, estupro, sequestro e furto, passíveis da pena de morte. A acusação contra um sexto suspeito, que diz ter 17 anos, será acompanhada por um tribunal juvenil se sua idade for confirmada.

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