Garota de programa do TO diz que namorado aceita trabalho 'numa boa'

'Ele só pede para eu não me envolver com os clientes', diz Adriana.
Profissional conta que não vai passar o dia 12 com namorado.

O Dia dos Namorados para uma garota de programa de 24 anos vai ser um tanto inusitado neste ano.

Durante o dia, a jovem, que usa o nome fictício de Adriana, atenderá clientes de Palmas e à noite sairá com as amigas para fugir da rotina. O jantar romântico com o namorado não vai rolar neste ano, pois ele estará viajando com a família.

Adriana é garota de programa desde outubro de 2014, em Palmas (Foto: Arquivo Pessoal)Adriana é garota de programa desde outubro de 2014, em Palmas (Foto: Arquivo Pessoal)

 
Diferente do que muitos imaginam, a profissional vive um relacionamento normal há quatro meses e, segundo Adriana, o amado não se incomoda com o trabalho dela. "Ele me conheceu assim, eu já trabalhava [como garota de programa]. Meu namorado aceita numa boa. Ele só pede para eu não me envolver afetivamente com os clientes."
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Apesar de passar o Dia dos Namorados longe dele, a jovem diz que a data não vai passar em branco e aproveita para fazer declarações de amor. "Quando ele voltar de viagem, vamos fazer algo especial. Ele é o amor da minha vida, eu penso muito em largar este trabalho por causa dele. Quero casar, ter filhos, construir uma família."
 
Adriana faz faculdade em Palmas e, quando concluir o curso, pretende mudar de profissão e construir uma nova história com o namorado, com quem ela vive.
 
A profissional do sexo está em Palmas desde outubro e revelou que começou a fazer programas por causa de problemas financeiros. Ela conta ainda que no Dia dos Namorados ela não vai faturar tanto quanto gostaria. "A grande parte dos clientes, de faixa etária entre 18 e 40 anos, são casados e aproveitarão para passar o dia com suas namoradas ou esposas."
 
Segundo ela, o número de programas também caiu por conta da crise. "A crise afetou também o meu trabalho, porque o pessoal está segurando dinheiro. Minha renda antigamente era de R$ 4 mil e com a crise reduziu para R$ 2 mil".
 
Ela disse ainda que no início da carreira sentia prazer no que fazia, mas que agora é diferente.
 
"Agora, eu tenho ele. Assim que terminar meu curso vou me aposentar como profissional do sexo para viver só pra ele", concluiu.
 

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